quarta-feira, 30 de maio de 2012

Experimento Mental - Contribuição para o conhecimento

Seja uma escala do conhecimento possível sobre o mundo, de 0 a 100.

0 significa ignorância total, menos conhecimento que um animal que apenas usa instintos básicos.

100 significa toda a sabedoria possível de ser assimilada pela espécie humana.

Suponha-se que o conjunto da humanidade atual esteja em 50, embora cada pessoa individualmente esteja necessariamente abaixo deste índice.

Será que é mais virtuoso:
  • dedicar todos os esforços para elevar os conhecimentos da sociedade para 50,001?
  • ou dedicar todos os esforços para elevar o conhecimento de várias pessoas de 25 para 30?

segunda-feira, 21 de maio de 2012

O sentido da vida descoberto pela intersecção de conjuntos



Esta é nossa única vidaViveremos para sempre
Deveríamos corrigir nossas imperfeições como a inveja, a preguiça, a timidez e a irritabilidade para termos uma vida mais tranquila e feliz.Deveríamos corrigir nossas imperfeições como a inveja, a preguiça, a timidez e a irritabilidade para que esta vida seja melhor aproveitada e para que essas deficiências fiquem superadas para as próximas vidas.
Devemos buscar conhecimento (das ciências naturais e sociais, habilidades artísticas, argumentação filosófica, de nós mesmos) para que a vida seja mais plena, para termos mais poderes, para não sermos enganados por aproveitadores, para termos segurança financeira, e porque aprender coisas novas traz felicidade.Devemos buscar conhecimento (das ciências naturais e sociais, habilidades artísticas, argumentação filosófica, de nós mesmos) para realizarmos algo útil nesta vida e para evoluirmos para as vidas futuras.
Devemos deixar alguma contribuição para o mundo como forma de gratidão a todos os que vieram antes de nós e nos trouxeram conforto e explicações sobre o funcionamento de tudo.Devemos deixar alguma contribuição para o mundo como agradecimento e para encontrar um mundo melhor nas nossas futuras vidas.
Devemos evitar o vício em comida, sexo, diversão e psicotrópicos porque o ser humano torna-se insaciável; a felicidade nunca é atingida, como a cenoura pendurada à frente do coelho. No final acabaremos arrependidos.Devemos evitar o vício em comida, sexo, diversão e psicotrópicos para sobrar mais tempo para o próprio aperfeiçoamento e porque a verdadeira vida é a espiritual, e não a física.
Devemos nos propor a passar bons momentos com pessoas de quem gostamos, porque isso traz felicidade.Devemos nos propor a passar bons momentos com pessoas de quem gostamos, porque isso traz felicidade e para criar vínculos que poderão perdurar indefinidamente.



Não se fazem mais gênios como antigamente?

Por que a esmagadora maioria das lendas artísticas da humanidade criou suas obras há séculos atrás?

Mozart (1756-1791), Beethoven (1770-1827), Chopin (1810-1849) ainda não foram superados, pelo menos como ícones de genialidade. Mas hoje mais pessoas estudam música erudita, há abundância de recursos econômicos e técnicos, além de uma teoria mais sólida e mais mestres virtuosos para ensinar.

Sheakespeare (1564-1616), Dostoiévski (1821-1881), Cervantes (1547-1616), Machado de Assis (1839-1908) ainda são considerados inigualáveis pela cultura contemporânea. E hoje há bilhões de indivíduos alfabetizados, com acesso a brutal conteúdo literário e facilidades tecnológicas para escrever.

Da Vinci (1452-1519), Michelangelo (1475-1564), Van Gogh (1853-1890) são os que têm as obras mais celebradas, mais invaloráveis. Mas nunca houve tantos pintores amadores, profissionais ou acadêmicos no mundo como hoje.


Algumas hipóteses:

  • hoje o estilo em voga é o pós modernismo. Os artistas atuais não produzem obras simples como antigamente, porque querem seguir o estilo da época em que estão vivendo. Por isso as novidades são ininteligíveis para os leigos
  • qualquer jovem que queira se ilustrar em arte começa pelos clássicos, para depois chegar aos contemporâneos. Mas existe um acervo tão grande que uma vida não é suficiente para se apreciar tudo o que foi feito há séculos atrás e ainda sobrar tempo para dedicar aos contemporâneos
  • os clássicos esgotaram todas as técnicas possíveis dentro de sua especialidade. O máximo que um artista atual consegue fazer são pequenas variações em cima dos pioneiros, ou obras disruptivas que não são digeridas facilmente
  • os artistas antigos foram os primeiros, e como conseguiram se estabelecer bem com suas numerosas obras primas, criaram uma barreira natural à entrada de novos competidores. Algo semelhante com o que uma grande empresa faz, ao dificultar o crescimento de pequenos concorrentes
  • o acervo artístico cresceu tanto que hoje é impossível conhecer e entender tudo, então todos ainda se apoiam nos clássicos para ser possível conversar sobre arte com o restante da humanidade
  • alguns artistas de hoje virarão gênios que superarão os clássicos daqui a 200 anos, quando sua genialidade for aceita e assimilada. A historia e cíclica
  • hoje a concorrência entre arte de qualidade é tão grande que a atenção da crítica e público ficam pulverizadas. Nenhum nome consegue se catapultar para o topo da história da humanidade
  • as obras de hoje são superiores em relação às do passado, mas é necessário profundo conhecimento e anos de estudo para reconhecer isto. Assim, a grande massa leiga jamais lhes dará o valor que merecem, e ficará restrita ao que sua capacidade permite abarcar

É possível se eternizar?

Tenho a sensação de que, no presente estágio da humanidade, todas as contribuições que uma mente normal poderia trazer para o conhecimento humano já foram feitas antes por outra pessoa.

Quem não estiver nos 0,0001% superiores da capacidade (intelectual, moral, artística, cognitiva, ...) possível ao homem não conseguirá eternizar seu nome como alguém que fez grande diferença no planeta.

Dentre os problemas em aberto da ciência, restam apenas aqueles que requerem grande especialização em uma pequena área do conhecimento, e que já receberam milhares de horas da dedicação das mentes mais brilhantes do mundo.

No mundo das artes, é difícil que um nome da atualidade supere (não basta igualar, quando não se é pioneiro) os feitos de músicos e pintores de séculos atrás, por exemplo.

É de certa forma uma consequência da democratização: quando muitos podem fazer algo, ninguém se destaca.

sábado, 19 de maio de 2012

Consequência religiosa

Segundo muitas religiões, tanto as que pregam o céu/inferno quanto as que creem na reencarnação, quando morrermos deveremos, durante longos anos, apenas refletir sobre o que fizemos na vida, sobre o valor das experiências.

Se isso é verdade, então não é uma perda de tempo refletir agora? Não deveríamos usar todo o tempo possível tendo experiências que são exclusivas do planeta Terra?

Claro que algumas reflexões são importantes para que a vida seja melhor aproveitada. Mas outras são de cunho mais teórico/filosófico, que não trazem grande aplicabilidade prática e poderiam ser deixadas para quando tivermos todo o tempo do mundo para elas.

A maioria é agnóstica

Poucos são os que se dizem agnósticos. Mas, segundo uma das acepções do termo, agnosticismo é a visão de que a existência ou não de divindades e realidades metafísicas é incognoscível. Ou seja, para a ciência que os humanos conseguem desenvolver seria impossível conhecer Deus e o mundo espiritual.

É exatamente isso que a maioria das religiões prega. Algumas dizem que fenômenos relativos a Deus são um mistério. Outros falam que questionar é pecado. E praticamente todos afirmam que a comprovação do mundo extrafísico é totalmente baseada na fé - só ela tem o poder de nos revelar e fazer sentir a verdade, que não é acessível aos instrumentos terrenos.

Mas esta fé não é aceita pelo método científico como prova. É uma questão individual, cada um deve experimentá-la sozinho. Mas por ser algo difícil de comunicar, fica difícil sabermos se estamos tendo fé corretamente - se não estamos deixando de descobrir coisas maravilhosas por ter pouca fé ou se não estamos indo para o mundo da imaginação por ter fé demais.

Por isso, quando as religiões afastam o reino dos céus das comprovações humanas, acabam passando para os fiéis uma visão agnóstica, segundo a qual jamais se saberá exatamente como o mundo realmente é.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Fábula - Fim da infâcia

Imaginemos a seguinte fábula.

É possível voltarmos ao momento da nossa criação, e brincar de Deus. Escolheremos tudo o que quisermos para nossas vidas. Há liberdade completa, para que em 2012 possamos ter a convicção de que há um sentido da vida claro, único, imutável, indubitável, do qual não desviaremos nossa atenção um segundo sequer, e sentiremos uma alegria constante por havê-lo descoberto.

Podemos escolher a imortalidade do espírito, podemos dar aos homens uma missão específica, podemos criar leis justas que compensarão os bons no longo prazo. Podemos determinar que a verdade é o hedonismo, ou o pela vida de acordo com a natureza, ou o existencialismo.

Isso nos satisfaria em 2012?

Se houvéssemos decidido pelo hedonismo, poderia haver uma revolta humana. Isso porque o homem em algum momento percebe que o prazer é viciante e apenas impõe ansias por um prazer ainda mais intenso. A realização do objeto de desejo, paradoxalmente, cria insatisfação, pois uma demanda maior surge automaticamente.

Escolhendo pela vida de acordo com a natureza, acharíamos nossa capacidade subestimada. Uma vez que podemos refletir sobre a origem e destino do universo, as leis da moral, por que fomos criados, etc., não há como nos contentarmos em vivermos como animais, ainda que em total simbiose com a natureza.

O mesmo se o homem tiver uma missão específica, que use apenas parte de sua capacidade intelectual. Pois certamente ele gostaria de experimentar uma possibilidade mais plena, em que seus dons criadores fossem usados no nível máximo.

Escolhendo o existencialismo, não nos acharíamos em situação tão diferente do real 2012, quando é extremamente confuso criar um sentido para a própria vida. Seríamos pequenos deuses, mas sem consciência cabal disto, o que limitaria nossa capacidade de ação.

Sendo a vida humana finita, voltariam os clamores do absurdismo, de que não faz sentido existirmos com nossa capacidade mental abstrata se simplesmente sumiremos para sempre em algum momento.

Se decidíssemos dar ao homem a vida eterna e, muito importante, a certeza dela, provavelmente o sentido seria evoluir infinitamente, rumo ao desconhecido, mas nunca atingindo a linha de chegada. Mas quem garante que havendo esta certeza não reinariam a preguiça, a postergação das metas para uma futura vida mais próspera, a falta de cuidados consigo mesmo e a humanidade, etc.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Como investigar a imortalidade

Já argumentamos anteriormente que o sentido da vida pode estar umbilicalmente conectado com a continuidade ou não da consciência individual após a morte física (mas não necessariamente).

Seria então uma nobilíssima área de pesquisa a investigação dessas possibilidades. Nós leigos não sabemos até que ponto a ciência formal se ocupa da matéria, ou se o tema é levado a sério pelas alas majoritárias.

Fato é que comportar-se de maneira absolutamente cética não permite eventuais avanços. Algumas pessoas podem não negar a priori a importância do tema, mas têm postura agnóstica, no sentido de que seria impossível para as ciências naturais analisar fenômenos de ordem metafísica, pois estes não seriam falseáveis.

Ao contrário, julgamos que ainda não há qualquer certeza sobre a impossibilidade de se chegar a grandes descobertas na área com o uso do método científico. Devido à influência que resultados inesperados teriam no futuro da vida humana, novas investigações são de capital importância.

A principal linha de pesquisa que vislumbramos são as habilidades inexplicáveis supostamente apresentadas por algumas pessoas. Afinal, se por exemplo ficasse comprovado que uma criança fala um idioma com o qual jamais teve qualquer contato, ou que Mozart atingiu feitos impossíveis para um cérebro humano de tenra idade, e fossem encontrados casos semelhantes em número suficiente, a viabilidade de uma explicação metafísica ficaria inconteste.

Na literatura popular de não ficção, há autores tentando defender os mais diversos pontos de vista. Genius Explained quer mostrar que prodígios da humanidade, como Mozart ou Faraday, são produto do meio em que viveram juntamente com uma personalidade propensa a trabalho árduo. Já em A Volta conta-se a história de uma criança com lembranças de vidas passadas, que em tese poderiam ser documentalmente comprovadas - embora fossem necessários inúmeros casos semelhantes para dar credibilidade ao relato.

Fato é que quanto mais atenção os acadêmicos e a opinião pública derem ao assunto, maior é a chance de ou se comprovarem relatos do mundo do espírito ou ficar definitivamente cimentada a origem neurobiológica/ambiental de todos os comportamentos humanos.

Das pesquisas que encontramos até agora, há o site de uma pessoa que, embora se apresente como espírita, tenta pôr à prova os livros psicografados por médiuns brasileiros famosos. Dois dos principais pesquisadores acadêmicos a investigar o assunto são Ian Stevenson (já falecido) e Jim Tucker, sendo que este último criou o SOCS, índice que mediria a plausibilidade de um suposto caso de reencarnação.

domingo, 13 de maio de 2012

Prazo para corrigir defeitos


Quanto tempo temos para corrigir nossas maiores deficiências psicológicas, aquelas que nos acompanham desde criança e que nos impedem de desabrocharmos?

Se há vida após a morte, podemos nos dar ao luxo de trabalhar minuciosamente cada característica negativa, atuando em todas as suas ramificações, de forma a vencê-la definitivamente. Por exemplo, podemos dedicar 10 anos para o egoísmo, 10 para a timidez e 10 para a falta de foco. Assim na outra vida resolveremos os problemas restantes, até que num tempo remoto para a frente estaremos livres para amar, criar e compreender o mundo como seres evoluídos.

Se não há vida após a morte, não há tempo a perder. É necessário trabalhar em todas as frentes ao mesmo tempo, minimizando a influência das deficiências de forma expressa e pragmática. O importante seria amar, criar e compreender o mundo desde já, com as ferramentas que temos, ainda que de forma incompleta. Feliz daquele que conseguir, aos trancos e barrancos, mesmo com a ajuda de macetes e atalhos, avançar o máximo possível no tempo que possui.

Não é possível deixar de registrar uma possibilidade muito interessante. Vai que viveremos após a morte, mas as coisas fora feitas para não termos consciência de tal fato, de forma a buscarmos aproveitar todo o tempo possível em prol do próprio aperfeiçoamento, sem as costumeiras postergações típicas do tempo de sobra?

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Citações - Parte 2

É sempre melhor ser otimista do que ser pessimista. Até que tudo dê errado, o otimista sofreu menos.

A preguiça é a mãe das invenções.

Todos querem ir para o céu, mas ninguém quer morrer.

Você possui apenas aquilo que não perderá com a morte; tudo o mais é ilusão.

A vida não consiste em ter boas cartas na mão, e sim em jogar bem as que se tem - Josh Billings

No final, estas coisas são as que mais importam: com que dedicação amou? Quão plenamente amou? Quão profundamente aprendeu a se desprender? - Buda

Os milagres não acontecem em contradição com a natureza, mas só em contradição com o que sabemos da natureza.

Democracia é oportunizar a todos o mesmo ponto de partida. Quanto ao ponto de chegada, depende de cada um - Fernando Sabino

Não corrigir nossas faltas é o mesmo que cometer novos erros - Confúcio

Dificilmente encontramos pessoas de bom senso a não ser aqueles que concordam conosco - La Rochefoucauld

Mas eu desconfio que a única pessoa livre, realmente livre, é a que não tem medo do ridículo - Luis Fernando Veríssimo

O mal de quase todos nós é que preferimos ser arruinados pelo elogio a ser salvos pela crítica - Norman Vincent

Se sabemos exatamente aquilo que vamos fazer, para quê fazê-lo? - Pablo Picasso

Não devemos ler escritos sobre a matéria acerca da qual estamos refletindo, do contrário atamos o gênio - Kant

A coisa principal da vida não é o conhecimento, mas o uso que dele se faz - Talmude

Um pouco de conhecimento que age vale infinitamente mais do que conhecimento que é ocioso - Kahlil Gibran

Se choras porque não consegues ver o sol, as tuas lágrimas impedir-te-ão de ver as estrelas - Tagore

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinhos, outras há que sorriem por saber que os espinhos têm rosas.

A porta mais bem fechada é aquela que pode ser deixada aberta.

Evitar a felicidade com medo que ela acabe é o melhor meio de ser infeliz.

Se à primeira vista a ideia não for absurda, então não há esperança para ela - Albert Einstein

Nós poderíamos ser muito melhores se não quiséssemos ser tão bons - Freud

Nada inspira mais coragem ao medroso do que o medo alheio - Umberco Eco

Não existe vento favorável para o marinheiro que não sabe aonde ir - Sêneca

O homem de bem ajuda os outros a atingir o bem. Não ajuda os outros a atingir o vício - Confúcio

Acredito que algumas das maiores mentes que até hoje existiram não tenham lido nem a metade e soubessem consideravelmente menos do que alguns de nossos medíocres acadêmicos - Lichtenberg

Quando duas pessoas se encontram há, na verdade, seis pessoas presentes: cada pessoa como se vê a si mesma, cada pessoa como a outra a vê e cada pessoa como realmente é - William James

Se pudéssemos ler a história secreta de nossos inimigos, encontraríamos na vida de cada homem aflição e sofrimento suficientes para desarmar qualquer hostilidade - Henry Wadsworth Longfellow

Para aquele que dominou a mente ela é o maior dos amigos; mas, para aquele que não conseguiu, é o pior dos inimigos - Bhagavad Gita

Uma diminuição da hipocrisia e um aumento do autoconhecimento só podem resultar numa maior consideração para com o próximo, pois somos facilmente levados a transferir para nossos semelhantes a falta de respeito e a violência que praticamos contra nossa própria natureza - Jung

A felicidade é um estado de satisfação da alma, expressão de harmonia total entre as nossas aspirações e as realidades da vida. E por isso julgo mais simples atingir a felicidade pela renúncia do que pela procura e satisfação de necessidades sempre mais numerosas e intensas - Antonio de Oliveira Salazar

Com respeito ao homem benevolente, ele estabelece para outros situações que deseja para si próprio. Ele conduz a outros para chegar onde ele próprio deseja chegar. A capacidade de se estender de si próprio aos outros pode ser considerado o caminho para a benevolência - Confúcio

Pois o homem que pensa por si mesmo se familiariza com as autoridades por suas opiniões somente depois que as adquiriu e meramente como uma confirmação delas, enquanto o filósofo de livro começa com as suas autoridades, e dessa forma constrói suas opiniões juntando as opiniões dos outros: a sua mente, então, se compara à do primeiro como um autômato se compara a um homem vivo - Arthur Schopenhauer

Conheça ao menos sua incapacidade para crer, já que a razão o leva a isso, e assim você não consegue crer. Trabalhe então para se convencer, não pelo aumento das provas de Deus, mas pela diminuição de suas paixões. Você gostaria de ter fé, e não sabe o caminho; você gostaria de se curar da descrença, e pede uma solução. Aprenda com os que estiveram atados como você, e agora apostam todos os seus bens. São pessoas que conhecem o caminho que você gostaria de seguir, que estão curadas de uma doença da qual você gostaria de se curar. Siga o caminho pelo qual elas começaram; agindo como se acreditassem, tomando água benta, mandando rezar missas, etc. Mesmo isso vai fazer você naturalmente crer, e arrefecer sua perspicácia - Blaise Pascal, Pensamentos, 233