Não consegue ver nada como é. Ou talvez só ele consiga ver as coisas como realmente são.
Um carro não é a sensação de liberdade e a dopamina de seu motor de alguma marca. É a revolução industrial, a linha de produção e um cálculo econômico entre a vantagem do ônibus ou do veículo próprio.
Uma partida de futebol não tem nada a ver com torcida e catarse coletiva. É a análise do que leva o ser humano a vincular suas emoções efêmeras a um jogo inventado. A atenção é mais voltada para a reação da torcida a cada movimento do que para a competição em si.
Fogos de artifício são apenas um questionamento sobre calendários e rituais coletivos.
Os shows são uma oportunidade para refletir o que leva as pessoas a ter sensações eufóricas ao ouvir música coletivamente.
Ele sabe que o que as pessoas experimentam é real, mas essa capacidade de se extasiar em grupo deve estar em uma camada de abstração da realidade emergente que ele não consegue acessar.
Qualquer coisa do mundo é visto pela ótica da psicologia básica, ao big bang e aos primeiros princípios.
Mais alguém sente o mundo assim? Como o crítico do filme, e não o expectador?
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